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PONTOS DE PARTIDA, O BLOG DO MOLICA

Os nossos lugares


Por Fernando Molica em 20 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) Ainda sobre ‘O meu lugar’. Acho que ótima recepção ao livro tem a ver também com seu caráter democrático. Há histórias de bairros da Zona Sul, mas há, principalmente, histórias de bairros das zonas norte e oeste, de bairros do subúrbio. O Rio que transpira das páginas é, principalmente, o Rio da maioria da população […]

A ditadura dos personagens


Por Fernando Molica em 20 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) Outro dia, o Sérgio Rodrigues publicou um post bem legal (http://todoprosa.com.br/o-personagem-so-faz-o-que-quer-ah…/…) em que discute a autonomia dos personagens numa obra de ficção. Até que ponto, afinal, o autor se vê escravo de suas criaturas? Como ele, eu também achava que o tal poder dos personagens não passava de conversa fiada de escritores, algo que dava […]

A cueca e o Arquimedes da Lapa


Por Fernando Molica em 20 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) “Achei, achei!” O grito ecoou pela redação do jornal no fim de tarde de um modorrento plantão dominical. Um daqueles em que nenhuma novidade acontece — há apenas o tiroteio de sempre, alguma bravata ministerial, a vitória de um time graças ao gol feito com a mão. Daí o susto do chefe de reportagem, de […]

A Ferrari vermelha é nossa


Por Fernando Molica em 20 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) O pessoal que tem ido às ruas contra a corrupção, que protesta contra a roubalheira, deveria bater panelas cada vez que Neymar entra em campo ou toca na bola. Isto porque, segundo a Procuradoria da Fazenda Nacional, ele sonegou R$ 63,5 milhões em impostos entre 2011 e 2013. Por conta disso, a Justiça bloqueou R$ […]

Uma pacífica loja de armas


Por Fernando Molica em 20 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) Parlamentares e cidadãos favoráveis à transformação do Estatuto do Desarmamento em Estatuto do Rearmamento deveriam dar uma olhada no vídeo, curtinho, de dois minutos, produzido por um grupo norte-americano que luta pelo controle das armas. Está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1ORT3zqudhg . Premiado com Leão de Ouro no último Festival de Criatividade de Cannes, o filme documenta […]

A destruição dos nossos lugares


Por Fernando Molica em 19 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) O pessoal da Mórula Editorial teve o cuidado de incluir na última página do livro ‘O meu lugar’ uma espécie de provocação, uma foto de 1924 que mostra o desmonte do Morro do Castelo. O contraponto faz todo sentido. Depois de percorrer crônicas que tratam da relação carinhosa de 34 autores com bairros do Rio, […]

As cúmplices tardias


Por Fernando Molica em 19 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) O relatório da Comissão Estadual da Verdade que atribui a três militares o atentado que matou a secretária da OAB Lyda Monteiro da Silva deveria servir como fonte de reflexão para os que querem a volta da ditadura. Como a manifestante que lamentou o não extermínio de todos os comunistas e a outra que expressou […]

Um menino como cada um de nós


Por Fernando Molica em 19 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) Nós, jornalistas, temos que noticiar um fato e, de preferência, apresentar seu contexto. Uma boa reportagem, além de narrar o que aconteceu, deve procurar revelar as razões que geraram tal situação. É importante contar se o motorista que causou um acidente estava bêbado, se o deputado que votou a favor de determinado projeto havia recebido […]

O exemplo de um octogenário


Por Fernando Molica em 19 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) A calorosa recepção carioca a José ‘Pepe’ Mujica revela que parte da juventude anda buscando seu norte mais ao sul, lá no Uruguai. Na Uerj, o ex-presidente ocupou um lugar antes reservado a colegas brasileiros que, como ele, ascenderam na política, mas hoje se veem obrigados a explicar o que fizeram ou, supostamente, deixaram fazer. […]

A parada que nos condena


Por Fernando Molica em 19 de outubro de 2015 | Link | Comentários (0) Ao contrário do que sentenciou Macunaíma, personagem de Mário de Andrade, é o excesso de paradas, não de saúvas, que complica o Brasil. Não me refiro a desfiles militares nem a pontos de ônibus. As paradas são outras, mais abrangentes, filhas bastardas, pesadas e ambiciosas do velho e quase inocente jeitinho brasileiro, que acabou sepultado […]
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